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Blog de leomagalhaens
 


Os Fascismos - Polônia / Grécia

 

 

A Polônia autoritária

 

 

    Depois da I Guerra Mundial, a Polônia se esforça por ser um Estado independente. Precisa enfrentar os exércitos russos em 1920, e aprovar a nova Constituição (1921), mas o movimento anti-russo torna-se anti-bolchevista (anticomunista) e o centro e direita são os vitoriosos.

 

    Quando a esquerda tem a chance de chegar ao poder e implantar as leis agrárias, precisa enfrentar os gabinetes de centro-direita e depois as greves. O enfraquecimento econômico leva ao golpe militar de maio 1926, quando o general Pilsudski (o mesmo que venceu os russos-soviéticos em Varsóvia) proclama o 'saneamento' do Estado, com expurgos e exonerações. Depois a luta é interna, quando os coronéis querem um governo  mais firme, ou seja, a ditadura pura e simplesmente. Os parlamentaristas são eliminados ou exilados. Ocorre o mesmo 'processo' que na Alemanha, onde o centro se alia a direita contra a esquerda, apenas para depois a direita eliminar o centro. (Vargas, no Brasil, logo percebeu o 'jogo', e depois do apoio da direita (integralista), contra os comunistas, providenciou o afastamento dos integralistas)

 

A 'ditadura dos coronéis', o ministério do general Skladkowski-Slawoj, dominado pelo marechal Rydz-Smigly, que ordena a ocupação da Silésia em Teschen (outubro 1938), em plena crise de Munique, enquanto os britânicos e franceses tentavam 'apaziguar' as ambições do líder nazista, Adolf Hitler.

 

O poder dos militares cria um atrito com as 'democracias' ocidentais, a ponto dos poloneses assinarem acordos com os russos (1932) e os alemães (1934), e daí nem Hitler nem Stálin levar os poloneses a sério - pois que apoio os ocidentais poderiam prestar? (Hitler nunca acreditou realmente que as potências ocidentais fossem entrar em guerra por causa da ditadura polonesa, a 'ditadura dos coronéis'. Não percebeu a tempo que o desejo dos ocidentais era manter o frágil 'equilíbrio europeu'. Ou seja, não permitir uma potência na Europa.)

 

 

 

A Grécia Dividida

 

Na Grécia, após a restauração monárquica, o rei Georg II (de origem alemã), em agosto 1936, dissolveu o Parlamento e entregou o governo a um ditador fascista, o General Metaxas. O mesmo que acontecia na Itália, na Espanha, na Hungria, onde regimes autoritários substituiam as 'falidas democracias'. O general passa a mandar sem mediações de 1938 até 1941, com um governo militarista e em desprezo total quanto a constituição.

 

Contudo, o rei Georg II resistiu a invasão nazista de 1941, até quase ser morto na Ilha de Creta. Foge para o Cairo, e assim seu governo foi reconhecido pela Grã-Bretanha. Enquanto os colaboracionistas passam a reprimir os comunistas, e o governo a abandonar o pró-nazismo e se aliar com os anglo-americanos depois da agressão italiana e a invasão nazista.

 

Os gregos se unem para resistência comum contra os nazistas, até a retirada dos invasores em fins de 1944. Mas a Grécia estava dividida entre monarquistas e republicanos (liderados por Venizelos), entre democratas e comunistas, que após a derrota dos nazistas, de forma política e depois declarada guerra civil, passaram a lutar entre si. Republicanos e monarquistas, em trégua, se unem contra os comunistas. No final, os monarquistas conseguem a volta do rei Georg II, que reina até 1947. Depois há o recomeço da guerra civil.

 

por Leonardo de Magalhaens

http://segundaguerramundialww2.blogspot.com



Escrito por leonardo de magalhaens às 11h48
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