Os Pró-Fascismos - Portugal
OS PRÓ-FASCISMOS O Estado Novo Português Com o fim da monarquia, depois da 'revolução republicana' de 1910, quando soldados e marinheiros atuaram na derrocada do breve reinado de D. Manuel II, a frágil república lusitana viu-se às voltas com os problemas herdados do colonialismo, as animosidades com ingleses na África, e tentativas de reação monarquista. As dissensões internas minavam as ações a longo prazo, logo sabotadas pelos fidalgos e pelo clero. Em 1915, os Exército começou a ficar impaciente e passou a apoiar os monarquistas, até que os democratas novamente se firmaram. Nesse jogo de empurra - muito comum desde as revoluções inglesa e francesa - deixava uma lacuna para a ação dos autoritários, que se articulam mais à direita. Durante a I Guerra, os portugueses se mantiveram pró-britânicos, mas reforçando a defesa das colônias africanas. Lutaram contra os alemães e ganharam a colônia de Quionga, na África oriental. No meio de toda essa turbulência, destacou-se um fiel conspirador contra o regime republicano, o professor Antônio de Oliveira Salazar. Expulso da faculdade, logo entrou para a política, sendo eleito deputado pelo Centro Católico Português, onde se destacou em 1922, no congresso dessa organização. Na ditadura militar que foi instaurada em 1926 foi chamado a assumir a pasta de Finanças, mas não ficou mais que uma semana no cargo. Quem se manteve foi o presidente, o general Antônio Oscar de Fragoso Carmona (até a morte, em abril de 1951) enquanto Salazar se articula nos bastidores, até fazer o ministério do seu jeito, em 1928. O que queria Salazar? Nada mais que uma 'ditadura financeira', ou seja, um governo forte intervindo na economia. Incentivo a obras públicas, aumento da pressão fiscal, redução dos vencimentos, congelamento de salários. E a ação firme do ministro ganha a confiança dos militares. Assim, em breve, Salazar cuida da questão das colônias. Em 1930, é promulgado o Ato Colonial, onde o ministro todo-poderoso insiste em ver a não portuguesa como "potência colonial", o que significa o terror nas colônias! Apartir de 1933, a ditadura é institucionalizda, usando o recurso populista do 'plebiscito', com uma constituição claramente pró-fascista, regulando um 'sistema corporativo', ao integrar num mesmo organismo - e sob controle estatal - as associações operárias e patronais. Para garantir o monopólio político, os salazaristas instituem a proibição de partidos e a fundação da União Nacional Popular. Usando o lema "Deus, Pátria, Família", Salazar estrutura seu regime 'democrata-cristão', claramente anti-liberal, anti-parlamentar e anti-comunista. "Um Estado pluricontinental e multirracial", ou seja, um Estado corporativo de um Império colonial. Começam a surgir os novos orgãos de repressão, o SNI e a PVDE (depois de 1945, a PIDE), respectivamente, o serviço de informações, a polícia de vigilância metropolitana e colonial. (Inspirados nos modelos da Gestapo e da OVRA) Todo uma arquitetura de poder que se manteve por 4 décadas tão somente porque Portugal não entrou na II Guerra (o mesmo caso de Espanha, e se a Itália se mantivesse neutra, o fascismo estava garantido?) Salazar foi entronizado como o presidente do Conselho de Ministros, enquanto Carmona era mantido como Presidente da república. Mais sobre o SNI e a PVDE (e a PIDE) em http://pt.wikipedia.org/wiki/Secretariado_Nacional_de_Informa%C3%A7%C3%A3o e http://pt.wikipedia.org/wiki/Pol%C3%ADcia_Internacional_e_de_Defesa_do_Estado Em 1940 é destaque a assinatura da Concordata com o Vaticano, quando Salazar negocia uma reparação, uma indenização a Santa Fé, devido as perseguições republicanas do período de 1910 a 1930, com as propriedades voltando ao poder do clero. É mantida a divisão Estado e Igreja, mas os privilégios para o clero são claramente ampliados. Assim, em paz com o Papa e com as potências em luta, os salazaristas proclamam seu "Orgulhosamente sós", uma política de isolamento, que conseguiu evitar a sedução do Eixo e a vingança dos Aliados (ainda que em 1943, os Aliados tenham recebido permissão para instalação de bases nos Açores)
Leonardo de Magalhaens
http://segundaguerramundialww2.blogspot.com
Escrito por leonardo de magalhaens às 10h06
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