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Blog de leomagalhaens
 


O Nazismo enquanto Estatismo

 O NAZISMO ENQUANTO ESTATISMO

    O estatismo do Nacional-socialismo se destacou pelo centralismo e eliminação do federalismo, com a indicação dos cargos locais a partir dos burôs de Berlim, com um poder delegado de cima-para-baixo. Enquanto o socialismo defende o poder fluindo de baixo-para-cima, com as lideranças locais agindo em coletivos maiores até a confederação à nível nacional.

 

    Este centralismo (que também se encontra no bolchevismo, com tudo decidido pelos burocratas de Moscou) acaba por eliminar os focos de poder espontâneo que deve surgir em cada local/região. Assim, os próprios cidadãos podem resolver os problemas que sabem incomodar a todos mais de perto. E não esperar que uma autoridade lá na Capital venha a intervir para solicionar um problema que é local/regional.

 

    Como foi possível a ascensão do Nacional-Socialismo? Basicamente o atraso democrático da Alemanha, que tentava ainda superar o feudalismo (a nobreza ainda mantinha nichos de poder, o próprio Presidente era monarquista, fã do destronado Imperador!), onde a social-democracia no poder após a derrota de 1918 (assim democrcia passou a ser vista como um elemento externo, imposto pela derrota militar), representadndo uma coligação de centro-esquerda eliminou a esquerda revolucionária (socialistas e comunistas) em 1919 e 1923 e aliou-se com a direita (os populistas, os conservadores e os nazistas), até que os nazistas subiram ao gabinete (Hitler tornou-se Chanceler em 1933) e eliminaram tanto o que restava dos esquerdistas como também abafaram os demais conservadores. A direita se voltou contra o centro e instalou a ditadura totalitária do partido único: o III Reich.

 

     Para uma contextualização vejam http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0104-93131998000100006&script=sci_arttext&tlng=en

 

 

    Vejamos em detalhes como tal desastre aconteceu. Para que a História não se repita, esperamos.

 

    A apologia da violência é ligada a crítica ao judaísmo. Como? Responsabilizando o Judeu pelo capitalismo e pelo bolchevismo! Os Judeus somente desejam destruir a 'comunidade racial germânica' para governar o mundo - assim resume-se a Propaganda Nazista. Há toda uma crítica do "grande capitalismo internacional", lado a lado com um elogio ao "capitalismo nacional" - assim: o nosso capitalismo é sempre melhor (e socialmente equilibrado) do que o dos outros.

 

    Esse lado 'socialista' do "nacional-socialismo" é que atraiu setores importantes do proletariado, sem o qual Hitler e seus adeptos não teriam força alguma. Aliados ao Exercito - uma cúpula de ordem e poder - os Nazistas poderiam aplicar a sua 'apologia a violência', desde a infância (vide a Juventude Hitlerista, p. ex. um serviço militar obrigatório desde os doze anos!) Com seus lemas e slogans - "Crer, obedecer, combater" - e suas ideologias - "A vida é um combate perpétuo, em que só os fortes vencerão" - os hitleristas não hesitaram em arregimentar todo o povo alemão para um guerra que seria longa e devastadora.

 

)))Eis alguns links sobre a famosa Hitler Jugend -- http://forum.outerspace.com.br/archive/index.php/t-33616.html

http://pt.wikipedia.org/wiki/Juventude_Hitlerista

http://www2.uol.com.br/historiaviva/reportagens/juventude_hitlerista_a_brasileira_2.html

 

    Com um Estatismo exemplar (pouco devendo em semelhança ao "abominável bolchevismo", como Herr Hitler dizia), o Estado alemão tornou-se uma continua "economia de guerra", com produção controlada e planejada, com enfase nos bens duraveis e armamentos ("mais canhões e menos manteiga", o povo sabia bem). Ainda mais depois da crise do Liberalismo ("a mão invisivel do mercado"), o Planejamento (já existente na URSS) passou a ser uma solução imediata para os desequilibrios de Produção-consumo. Um Estado que existia para assegurar a unificação e fortalecimento da Nação.

 

    Segundo Hitler, o Estado é "instrumento dos fortes e garantias dos fracos, pois o papel do mais forte consiste em dominar, não em fundir-se com o fraco." Ou seja, aqui está o recado, num clima de 'disputa internacional' por materias-primas e mercados consumidores, quem sair na frente e dominar, está justificado! Os povos e etnias rotulados como fracos não terão vez. Assim justificava-se a repressão e a segregação (e posterior eliminação) dos ciganos, eslavos, e (principalmente) judeus.

 

    Diante de toda essa agressividade germânica, as potências ocidentais - Reino Unido e França - tentam 'apaziguar' os ânimos. O famoso "apaziguamento" britânico! Uma caricatura de Belmonte mostra bem o que era: Hitler golpeia a porta da Polônia, cercada com a tranca do Império Britânico, onde se refugia a assustada mocinha Dantzig, e chega um fleumático Chamberlain, britanicamente gentil, a pedir um pouco mais de 'jeitinho' do ditador alemão em arrombar a porta 'sem estragar a tranca' (!)

 

por Leonardo de Magalhaens

http://segundaguerramundialwww2.blogspot.com



Escrito por leonardo de magalhaens às 15h56
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