As Faces dos Fascismos - elites, propaganda, doutrinação
OS FASCISMOS Os Fascismos enquanto rodízio de elites O conceito de "rodízio de elites" ( ) é proposto pelo sociólogo Vilfredo Pareto (1848-1923), veja em http://pt.wikipedia.org/wiki/Elite_(sociologia) , e também mais detalhes em http://media.pfeiffer.edu/lridener/courses/CIRCELIT.HTML onde a circulação de elites ocorreria em todo momento de decadência de antigos poderes e ascensão de novos valores, onde uma classe desprestigiada é deslocado por outra com novas ambições de poder. Veja mais em http://forumpatria.com/index.php?topic=1616.0, e também em http://educacao.uol.com.br/sociologia/ult4264u27.jhtm Os fascistas italianos não eram da nobreza, da Casa de Savóia, mas sim burgueses, antigos sindicalistas, jornalistas, militares, ex-socialistas (assim o próprio Mussolini), que conseguiram atrair os trabalhadores e assim assegurar legitimação política, até marcharem para Roma, e quando Mussolini recebeu o convite do Rei Vittorio Emanuele III para organizar o governo. Depois, o Duce extinguiria os demais partidos e até assumiria a função do rei no comando militar. (Um paralelo com Primo de Rivera e Franco, na Espanha, e Hitler, no III Reich) Já os nazistas eram ausländer, isto é, estrangeiros, forasteiros, o próprio Hitler era austríaco e Hesse nascera em Alexandria, no Egito. Von Schrach nasceu na Filadélfia, EUA, Rosenberg era da Estônia, Seyss Inquart era austríaco. E as elites que administravam a República de Weimar era a casta militar prussiana (Luderdorff, Hindenburg, Schleicher, etc) apoiada pelos latinfundiários (Junkers), além dos capitalistas industriais em recessão (devido a Crise de 1929). Os Fascismos enquanto Propaganda Lembrado como o sacerdote-mor da Propaganda enquanto instrumento de lavagem-cerebral, Joseph Goebbels é aquele que dizia "uma mentira muito repetida torna-se verdade", quando justificava seu método de anestesia das massas populares. Descaradamente Hitler dizia que "toda propaganda deve ser popular e regular seu nível intelectual pela receptividade do mais limitado." Ou seja, nivelar por baixo, tratar todos os estratos sociais como lumpenproletariat, ou meras crianças, a espera de alguém que seja o Guia (o Fuhrer). Promessas de milagres, metáforas da conquista, obsessões ideológicas, discriminação racial, o culto a personalidade. As democracias (as ditas democracias, claro) e os coletivismos estatistas (ditos 'socialistas') nunca hesitaram em usar slogans/imagens em hinos e cartazes exaustivamente difundidos, como uma forma de legitimar suas ambições de 'conhecimento total', tutelando as massas 'desinformadas' e incultas, para melhor guiá-las em prol da grandeza da Nação. A onipresença da Propaganda Oficial é tamanha que o que não pertence ao Partido (ligado ao Estado) não existe. A população sabe apenas o que a mídia governamental deseja. Mesmo perdendo a guerra, os regimes fascistas continuavam falando em 'vitória final'. A propaganda enquanto doutrinação Como forma de doutrinar e legitimar suas ações, o Estado não poupa esforços no sentido de utilizar meios de propaganda, sejam cartazes, sejam discursos – no rádio e TV – sejam hinos nacionalistas, ou festivais, com desfiles, rituais e uniformes. Toda uma variedade de divertimentos é arquitetada e anunciada pelo Estado. Toda uma hierarquia de privilégios é prometida aos cidadãos devotos. Aqueles que mais se esforçam podem freqüentar ambientes, clubes e festas ao lado dos Maiorais, dos Governantes, até do Líder, do Pai dos Pobres. Para melhor manter seu domínio, o “culto à personalidade” é ensinado na tenra educação das crianças, que aprendem que a figura do Estado – e do Líder – zela pelo bem-estar de todos. Assim,crescendo, as crianças são devotas do Governo aponto de até denunciar os pais e familiares, caso notem alguma “irregularidade” na devoção dos mesmos. Não há outra legitimação do que o Estado. (Mussolini: “nada fora do Estado, nada acima do Estado, nada contra o Estado”) A propaganda é constante para que não haja dúvidas de quem manda, quem tem as rédeas, uma vez que somente assim o cidadão se sente orientado e confortado. Ao contrário de exercer a liberdade, o cidadão espera ação do Estado. O Governo é que deve solucionar e prover, nunca o povo. O povo está sob as asas do Pai, sob a sua benevolência e proteção, ale de constante vigilância. Assim, mais do que um criminoso, o “subversivo”, o “dissidente”, é um ‘ingrato’, um ‘insatisfeito’, e deve ser isolado e tratado (o que não falta é hospício em estados totalitários) A propaganda “é a alma do negócio”, diz a publicidade do mundo capitalista liberal. Mas a propaganda – tal concebeu o genioso Goebbels – é a “alma da verdade” (e defendia cinicamente que uma mentira muito repetida acaba por tornar-se verdade) do Estado protetor, paternalista. As batalhas são ganhas mais nos noticiários do que nos embates, o moral do povo deve ser continuamente exaltado e manipulado. Estatísticas são mudadas, números são alterados, informações são adulteradas, proibidas, ocultadas. Somente a “versão oficial” tem validade. Ser fascista é gritar mais alto. Mostrar que não tem dúvidas quanto a uma proclamada versão da História. "A superioridade do fascismo em relação a seus numerososo concorentes se deve, em parte, ao fato de ter percebido com maior acuidade a essência mesma da crise de que ele próprio era o sintoma. Enquanto todos os soutros partidos aprovavam o processo de industrialização e de emancipação, o fascismo compartilhava visivelmente as angústias da população e se esforçava para abafá-las gritando mais forte do que o povo; transpunha-as para o nível de uma ação turbulenta, procurava drmatizá-las e, recorrendo a um ritual romântico, conferia um certo encantamento ao cotidiano prosaico e tedioso." (J. Fest, in: Hitler) Hitler confessava: "Só poderei conduzir as massas arrancando-as de sua apatia. Só se pode dirigir as multidões fanatizadas. Uma multidão apática e embrutecida, eis o maior perigo para a comunidade." (idem, ibidem) Daí o estímulo constante, audio-visual, de espetáculo drmático, com os desfiles, as manifestações, os discursos, os slogans, os hinos, as saudações, as insígnias, a ameaça do inimigo externo (os ocidentais, os poloneses), o inimigo interno (os comunistas, os judeus), o Terror. CONTINUA...
Leonardo de Magalhaens
Escrito por leonardo de magalhaens às 16h27
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