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Blog de leomagalhaens
 


Fascismos enquanto anti-liberalismo

 OS  FASCISMOS

Os Fascismos enquanto anti-liberalismo

 

    A proclamação do anti-liberalismo como guia do sistema corporativo, com um sistema estatal totalitário, onde a livre iniciativa dos indivíduos é desprezada. Nada de formação política ou pluralismo partidário, mas uma moral de Estado que vem de cima para baixo, para orientar o coletivo como uma corporação.

 

    Eric Hobsbawm, em seu clássico "Era dos Extremos", dedica o capítulo 4 aos fascismos, lembrando o tenebroso quadro pós-crise de 1929, "Em 1918-20, assembléias legislativas foram dissolvidas ou se tornaram ineficazes em dois Estados europeus, na década de 20 em seis, na de 1930 em nove, enquanto a ocupação alemã destruía o poder constitucional em outros cinco durante a Segunda Guerra Mundial." Quando somente restaram as democracias na resistente Grã-Bretanha, nas neutras Suécia e Suiça,  além de Finlândia e Irlanda.

 

"Em resumo, o liberalismo fez uma retirada durante toda a Era da Catástrofe, movimento que se acelerou acentuadamente depois que Adolf Hitler se tornou Chanceler da Alemanha em 1933. Tomando-se o mundo como um todo, havia talvez 35 ou mais governos constitucionais e eleitos em 1920 (dependendo de onde situamos algumas repúblicas latino-americanas). Até 1938, havia talvez 17 desses Estados, em 1944 talvez doze, de um total global de 65. A tendência mundial parecia clara." (idem, ibidem)

 

    Todos os sistemas totalitários-coletivistas (de extrema esquerda e de extrema direita) são anti-individualistas. O que assusta os ocidentais pós-Iluminismo, pós-Revolução Francesa, pós-Liberalismo (vide, por exemplo, um Freidrich Hayek, com sua obra "A Estrada para a Servidão" (The Road to Serfdom)) e pós-Independência Americana. Uma vez que o Liberalismo promote liberdades políticas e econômicas - para que alguns lucrem mais do que outros, sem restrições.

 

(nota: mais sobre liberais em http://en.wikipedia.org/wiki/The_Road_to_Serfdom

e também em http://en.wikipedia.org/wiki/Category:Classical_liberalism )

 

    Coletivismos são o cristianismo, enquanto comunitarismo num oceano de capitalismo competitivo (onde o coletivismo cristão é contrário ao individualismo consumista e decadente). Comunitarismo enquanto 'eleitos do Senhor', onde os sacerdotes doutrinam os fiéis desde o berço até a cova, em rituais próprios e hierarquias tradicionais. Os que desejam se libertar do mundo material se isolam em monastérios, seminários, conventos, onde se dedicam ao comunitarismo, entre iguais. Esse comunitarismo exige disciplina, assim como exige um 'prussianismo', a repressão do livre-pensar, do questionamento. Mas o livre-pensamento só existiria no capitalismo liberal?

 

 continua...

por Leonardo de Magalhaens

http://segundaguerramundialww2.blogspot.com



Escrito por leonardo de magalhaens às 14h45
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