OS FASCISMOS enquanto ESTATISMOS
OS FASCISMOS
Os Fascismos enquanto Estatismo O Estado-Nação (Estado orgânico, total, integralista, etc) Para evitar uma revolução das massas populares, uma revolta do proletariado e até uma tomada do poder (ao estilo “bolchevique”, tal na Rússia de 1917), o Estado fascista adota medidas de cima para baixo para acomodar os proletários, as classes menos favorecidas. “Operário é para produzir!”, ou seja, o proletariado não deve atuar politicamente, deve deixar ao Estado a tarefa de cuidar do bem-estar de todos. O Estado surge assim para conter a “luta de classes” através da exaltação da Nação, da Raça, do Destino nacional, através de mecanismos de controle e mediação, como é o exemplo das corporações, ode se pretende congregar patrões e empregados (Itália), através da exaltação da raça, com o ideal de Povo acima das classes (Alemanha) ou através do sindicalismo controlado, o sindicaliso ‘pelego’, que amortecia os antagonismos, seguido orientações do Estado (Estado Novo) O Estado se torna a legitimação de toda a vida social, com a promessa de ofertar a todos a prosperidade – sem profundas mudanças quanto à estratificação social e os antagonismos de classe. Dizia Mussolini: “Tudo no Estado, nada fora do Estado. Nada contra o Estado" O Estado enquanto centralismo é a imagem da intervenção. Na centralização, o poder central nomeia, indica, os seus agentes de poder (os interventores, os comissários, os regentes) de sua política central aos cidadãos de cada região, província, departamento, estado. Assim, perde-se toda autonomia das regiões, a espera de ordens de capitais distantes, até desinformadas das necessidades reais dos diversos locais. É totalmente o contrário do conceito de autonomia de baixo-para-cima, pois no centralismo há uma autocracia ditando ordens de cima-para-baixo, até contra os interesses locais. Enquanto 'centralização' o regime fascista evita qualquer autonomia de 'baixo para cima' (como espera o socialismo não-estatismo) . Assim Mussolini usou o centralismo para sufocar os regionalismos, abortando a federação. Também Hitler destruiu a autonomia das províncias, ao criar um novo modelo administrativo para o III Reich (ver o artigo específico), onde tudo era resolvido em Berlim. O mesmo fez Vargas no Estado Novo, ao queimar literalmente as bandeiras dos Estados, abolindo a Federação. (E tanto Hitler quanto Vargas eram 'forasteiros' nos centros de poder, antes se opondo a qualquer centralização, pregando a autonomia e o federalismo para suas 'províncias') (Nota: Stálin fazia o mesmo na URSS. Quando era um subversivo, no Império Russo czarista, Josif Stálin era favorável a autonomia das nacionalidades, mas quando assumiu o poder total no Partido Comunista na autocracia chamada URSS o mesmo Stálin instituiu um centralismo burocrático total, o que chamamos de 'estalinismo'. Trata-se de um 'centralismo burocrático' totalmente o contrário dos 'sovietes', os conselhos de operários e camponeses) (*) mais info em : http://avalon.law.yale.edu/imt/12-17-45.asp (o Estado nazista) e http://pt.wikipedia.org/wiki/Estado_Novo_(Brasil) . Estalinismo em links abaixo http://pt.wikipedia.org/wiki/Stalinismo e sua crítica trotskista em http://www.marxists.org/portugues/hallas/1979/troski/cap02.html continua... LdeM
Escrito por leonardo de magalhaens às 12h59
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