OS FASCISMOS - introdução
OS FASCISMOS Introdução Em contraponto aos sistemas democráticos, parlamentares e liberais, se posicionam os sistemas ditos "fascistas", assim denominados em pluralidade devido as semelhanaçs com o regime fascista originado na Itália, em início dos anos 20, e devido as diferenças de país para país, de um estatismo corporativista a um totalitarismo de Partido com fundamentos revolucionários de esquerdas ou reacionarismos de direita. O nome "totalitarismo" foi empregado para todos os sistemas de Estado onipresente e onipotente com unipartidarismo, onde o Partido único se encaixa nas estruturas do poder estatal, numa simbiose Partido-Estado. Os "fascismos", assim mesmo no plural, são sistemas que desprezam as democracias e as conquistas do Iluminismo e as revoluções posteriores a Revolução Francesa, com seus projetos liberais, enquanto os fascistas são conservadores tradicionalistas, ainda que não hesitem em usar os melhores equipamentos e armamentos do mundo industrial moderno. São, portanto, tradicionalistas quanto aos sistemas sociais e são ávidos por conquistas da modernidade que a Revolução Industrial inaugurou. Querem imobilizar uma sociedade, engessada em verdadeiras 'castas', enquanto pretendem usufruir de todo um conforto que o mundo pós-liberalismo e Iluminismo tem a oferecer. Querem, na verdade, amortecer as 'lutas de classe', imobilizando os movimentos trabalhistas antes que se tornem revolucionários, "comunistas", como os fascistas tratam o termo pejorativamente. Percebendo a emergência dos movimentos proletários, os reacionários conquistam a confiança das classes proprietárias em promessas de defender as mesmas contra os inimigos internos e externos. Um Estado policial e repressor, aos moldes militares, é instituído, e ameaça os próprios proprietários. A única figura acima de qualquer suspeita é o Líder, a figura que corporifica o centralismo do Estado total. O Duce, o Führer, o Condutor dos Povos, o Guia Infalível. Mas que não demora a falhar. Pode-se identificar dois vetores nos fascismos (principalmente o italiano e o alemão), a saber: o CONSERVADORISMO e o IMPERIALISMO. A manutenção da 'ordem social' é um dos lemas dos conservadores. Uma 'ordem social' baseada na desigualdade, na hierarquia, na segmentação, na demagogia. Um imperialismo enquanto conquista de novos territórios, novas colônias, novas rotas de comércio. O imperialismo dos anglo-saxões sempre foi apoiado por dois vetores, o militar e o econômico. As tropas primeiro, depois os empresários, os comerciantes, numa co-opção das elites locais, que passam a apoiar o colonizador, oprimindo as classes subalternas. O imperialismo fascista, do Eixo, foi esmagado na Segunda Guerra Mundial, quando as ambições alemã e italiana foram sufocadas pela decadente (mas ainda teimosia) Inglaterra e os novatos (enquanto potências) Rússia e Estados Unidos. Se o imperialismo fascista foi extirpado a fogo e sangue, o conservadorismo, não. Mesmo que a Alemanha (dividida) tenha se aventurado pela social-democracia (na RFA) e pelo estatismo de modelo russo (na RDA), e a Itália tenha se tornado República e ousado governos socialistas, nos anos 60 e 70, a 'ordem social' ainda é desigual. Se as experiências socialistas são poucas e pontuais, os fascismos são historicamente mais estruturados e observáveis, tanto pela abrangência espacial quanto duração temporal, vide os regimes português (1932-1974) e espanhol (1939-75), além dos apoteóticos e efêmerosos regimes italiano (1924-43) e alemão (1933-1945). Por que os fascismos tiveram maior permanência? Devido a desigualdade social? Devido a fraqueza dos classes proletárias? Devido a cooptação das classes médias? Muito tem se escrito sobre a estruturação e a arregimentação fascistas das massas populares, numa espécie de 'populismo de direita'. "Populistas" pois os fascistas se apoiavam à direita nos exércitos e no dinheiro da burguesia, além das classes médias, e também à esquerda, junto aos proletários, inclusive copiando os métodos dos socialistas e comunistas. Os fascistas percebiam a urgância da "questão social" até porque muitos eram antigos sindicalistas ou até socialistas, e sabiam que sem co-optar os proletários não poderiam fazer uma 'contra-revolução' ou uma 'revolução de cima-para-baixo', para justamente sufocar a autonomia dos proletários - através de leis trabalhistas! Afinal, o que os fascistas queriam era uma 'união nacional', ou seja, equilibrar a ambição de uns e o protesto de outros, numa política de 'agradar a gregos e troianos'. Esse ensaio objetiva analisar os movimentos fascistas no papel histórico de vergonhosa derrota dos movimentos socialistas. Afinal, fascismo e socialismo são duas faces da mesma moeda, o radical estatismo anti-liberal. "O fascismo não é em absoluto a vingança da burguesia contra o proletariado que se insurge de maneira combativa. Considerado do ponto de vista histórico e objetivo, o fascismo sobrevêm como um castigo porque o proletariado não soube prosseguir com a revolução." (Clara Zetkin. In: POULANTZAS, Nicos. Fascismo y dictadura. México, Siglo XXI, 1971) "Mas o fascismo não correspondia somente a aspiração românticas. Produto da angústia da época, era igualmente um movimento de revolta em favor da autoridade, uma rebelião em prol da ordem, e a contradição inerente a tais esquemas constituia exatamente a sua essência. Era ao mesmo tempo a insurreição e a subordinação, a ruptura com todas as tradições e a consagração das mesmas, a comunidade nacional e a hierarquia estrita, a propriedade privada e a justiça social. Mas todos esses postulados que o fascismo reinvidicava como seus implicavam sempre desdobramento taxativo da autoridade do Estado forte. 'Os povos hoje em dia aspiram mais do que nunca à autoridade, ao comando e à ordem.', assegurava Mussolini. O Duce falava com desprezo 'do cadáver quase putrfacto da deusa liberdade' (...)" (in "Hitler", Joachim Fest)
Escrito por leonardo de magalhaens às 12h27
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SOCIALISMO - Bibliografia básica
SOCIALISMO BIBLIOGRAFIA BÁSICA ENGELS, Friedrich. A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado. Trad. Leandro Konder. RJ: Civilização Brasileira, 1977. KAUTSKY, K. O Caminho do Poder. Trad. Moniz Bandeira. Apresentação: Florestan Fernandes. SP: Ed. Hucitec, 1979 LENIN, V. I. Que Fazer? (1902) Apresentação: Florestan Fernandes. SP: Ed. Hucitec, 1978. LENIN, V. I. 1905 - Jornadas Revolucionárias. Trad. José Pedro da Silveira. Contagem/MG: Ed. Historia, 1980 LUXEMBURGO, Rosa. O Estado Burguês e a Revolução. Trad. Carlos Leite. Lisboa: Antídoto, 1979 MANDEL, Ernest. Introdução ao Marxismo. Trad. Mariano Soares. Porto Alegre: Ed. Movimento, 1978 MANDEL, Ernest. "Dois passos à frente e dois atrás" (artigo) In: Coleção Polêmica 1 - Eurocomunismo X Leninismo BH: Veja, 1978 MARTINEZ, Paulo. A Teoria das Elites. SP: Sciopione, 1997 MARX E ENGELS. Manifesto do Partido Comunista. (Manifest der Kommunistichen Partei) MARX, ENGELS, LENIN, TROTSKY. A Questão do Partido. Trad. Elisa Helena / Vivien Lando. SP: Kairós, 1978 SINGER, Paul. O Capitalismo - sua evolução, sua lógica e sua dinamica. SP: Moderna, 1987 TROTSKY, Leon. Como fizemos a Revolução. (Les Bolcheviques dans la Revolution d'Octobre) SP: Global, 1978
Escrito por leonardo de magalhaens às 12h22
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SOCIALISMO - Bibliografia consultada
Socialismo ou Barbárie Bibliografia Consultada "Alienação e Capitalismo" - Laymert Garcia dos Santos "A Crise da Crise do Marxismo" - Perry Andersen (In the tracks of Historical Materialism/1983) "Dialética do Esclarecimento" - Adorno & Horkheimer "Manifesto Comunista" - Marx & Engels "Socialismo ou Barbárie" - Cornelius Castoriadis Coleção PRIMEIROS PASSOS, da Ed. Brasiliense "O que é Autonomia Operária" - Lúcia Bruno "O que é Capitalismo" - Afrânio Mendes Catani "O que é Comunismo" - Arnaldo Spindel "O que é Socialismo" - Arnaldo Spindel "O que é Stalinismo" - José Paulo Neto "O que é Trotskismo" - José Roberto Campos sites pesquisados http://pt.wikipedia.org/wiki/Socialismo http://pt.wikipedia.org/wiki/Soviete http://en.wikipedia.org/wiki/Communist_Party_of_Germany http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2003/11/268375.shtml http://www.unb.br/face/eco/inteco/paginas/dicionarioa.html http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=13073 http://pt.wikipedia.org/wiki/Capitalismo_de_Estado http://pt.wikipedia.org/wiki/Quarta_Internacional http://pt.wikipedia.org/wiki/Michel_Foucault http://books.google.com.br/books?id=dirZg1KgbygC&pg=PA90&lpg=PA90&dq=arnaldo+spindel&source=web&ots=tFD2sCuPxt&sig=_DoKn9Z4I6NJD65PKZjmxUGpugo&hl=pt-BR&sa=X&oi=book_result&resnum=2&ct=result#PPP1,M1 http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/prospect/2007/08/30/ult2678u114.jhtm http://economia.uol.com.br/ultnot/2008/10/10/ult4294u1723.jhtm http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=45071 http://www.votebrasil.com.br/coluna/iso-jorge/jose-saramago-manifesta-se-sobre-a-crise-financeira-mundial http://www.espacoacademico.com.br/084/84padilha.htm http://www.scientific-socialism.de/FundamentosCartasMarxEngels080395.htm
Escrito por leonardo de magalhaens às 12h21
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