COMUNISMO E CRISTIANISMO - Anexo
Comunismo e Cristianismo
Sendo dois sistemas ideais mutuamente se atraem e mutuamente se rejeitam.
Os oportunismos do cristianismo enquanto Instituição são patentes. Dividido em ala direita (os tradicionalistas, anti-socialistas, anti-comunistas) e ala esquerda (adeptos do Rerum Novarum, adeptos da Teologia da Libertação, etc), o cristianismo se move em ondas de ataque e simpatia com relação ao comunismo.
No século 19 e início do século 20, os ataques constantes (o marxismo é o anti-cristianismo), até que surgiu uma literatura pró-comunista, nos EUA, durante a Segunda Guerra Mundial, quando os Aliados precisavam da aliança militar com os russos soviéticos para derrotar a Alemanha nazista. (Com o exército francês derrotado, e o exército britânico expulso da Europa, somente o exército russo - o Exército Vermelho - poderia deter a eficiência e a brutalidade dos alemães. Assim, era urgentemente necessário manter os russos na guerra. Os EUA passam então a cortejar os símbolos russos)
Alguns católicos norte-americanos chegaram a reconhecer que "o comunismo é o verdadeiro cristianismo" não pelo caráter materialista - ao ser uma sociedade atéia - mas devido a vida comunitária e a solidariedade. As primeiras comunidades cristãs foram realmente comunistas. Os primeiros cristãos dividiam tudo entre eles mesmos, não se apegavam às propriedades. Viviam em comunidades, em mútuo auxílio. Tudo o que os ditos "socialistas utópicos" defendiam - e por isso eram martirizados.
Uma vez no poder, os cristãos passaram a defender os interesses da oligarquias do Sacro Império Romano e as propriedades dos dominadores. Passou a ser "religião oficial" e os bispos e padres substituíram os antigos sacerdotes pagãos. O preço foi a 'institucionalização' da religião cristã com dogmas e rituais.
Voltando a mútua rejeição entre comunismo e cristianismo, pode ser lembrado a atitude dos cristãos institucionais após a Revolução Bolchevique (a Russa de outubro/novembro 1917), que passaram a apoiar os anti-comunistas, se aliando aos monarquistas e as fascistas, numa coligação oportunista que alcançou o poder na Itália, em Portugal, na Espanha, e apoiou Hitler na Alemanha. (Mesmo o Nazismo tendo uma mitologia amplamente pagã) O Papa Pio XII, o vulgo "papa de Hitler" chegou a reconhecer que preferia uma Europa germanizada, fascista, do que a vitória do comunismo (como imaginavam com a vitória do Exército Vermelho já avançando na Polônia) Essa acordo obscuro entre os cristãos institucionais e os fascistas se fortaleceu com o medo do avanço russo e alongou a duração da Guerra na Europa.
dez/08
Leonardo de Magalhaens
Escrito por leonardo de magalhaens às 21h16
[]
[envie esta mensagem]
[link]

|