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Blog de leomagalhaens
 


SOCIALIMO NÃO É COMUNISMO

 

 

Socialismo ou barbárie

 

O que haverá após a derrocada do capitalismo?

 

 

Parte 1

 

Socialismo não é Comunismo

 

Comunismo (e Anarquismo) são sistemas IDEAIS, ou seja, somente existem no 'mundo das idéias', uma vez que são inviáveis no contexto das condições humanas.

 

Daí concluir que Marx (e Bakhunin) estavam errados quanto acreditavam num mundo melhor depois do declínio do Capitalismo. Contudo não é bem assim.

 

Sempre haverá divisão de trabalho, haverá especialização, haverá classes sociais, pois o ser humano é variado, é diversos, é desigual.

 

Contudo, a luta socialista acusa a desigualdade da POSSE dos meios-de-produção. Ou seja, os instrumentos de produção deve pertencer àqueles que trabalham, não a uma elite que detêm capital e propriedades. Os próprios trabalhadores devem administrar e lucrar com os meios-de-produção.

 

Devido as desigualdades de talento e competência entre os cidadãos, o que leva alguns a lucrarem e outros à falência, os meios-de-produção devem ser administrados por um comitê de técnicos e trabalhadores que se fiscalizam mutuamente, e lucram COLETIVAMENTE.

 

Os bens-de-troca são COLETIVOS, mas os bens-de-uso são INDIVIDUAIS. Mordia, vestuário, pertences pessoais são para uso do cidadão, não para o comércio. O comércio se limita aos bens-de-troca - matérias-primas, excedentes de estoque, material de construção, mercadoria tecnológica.

 

Quando Marx e Engels usaram o termo "Comunista" nota-se uma determinação de diferenciar-se dos "socialistas  utópicos", que não passavam de burgueses com sentimento, com medidas paternalistas, incapazes de proporem uma mudança estrutural. Assim o termo Comunismo aliou-se as correntes radicais da Esquerda ao trazer a ameaça (aos oligarcas) da Revolução.

 

Contudo o projeto de "Comunismo" é um ideal, uma sociedade sem-classes, um cessar da História, um paraíso na Terra (como muitos ironizam), que mostra-se inviável devido as contradições do próprio ser humano, sempre em busca de algo mais, sempre insatisfeito, submetido aos movimentos da natureza, sofrendo sol e chuva, boas e más colheitas, destruição de recursos hídricos e minerais, etc

 

Os conflitos que nascem dessas Carências (como bem argumentou Jean-Paul Sartre) mostram o quão atrelados estão as sociedades às bases econômicas - de matérias-primas, de agricultura, de pecuária, de indústria. Somente um sistema que administrasse até a 'natureza' (impedindo chuvas demais ou secas crônicas, controle de terremotos e furacões, por exemplo) poderia prometer o Paraíso na Terra.

 

Ao nível humano, de relacionamento e divisão profissional, sempre há uma relação de dominação-submissão, devido as desigualdades de caráter e opinião, onde uns sabem mandar e outros somente obedecer. Contudo, a desigualdade de personalidade não justifica a desigualdade de renda. Não havendo oportunidades iguais - não se pode culpar as pessoas por serem bem-sucedidas, ricas e prósperas. Argumento que os liberais adoram (como se as pessoas fossem livres para serem pobres!)

 

Outra distinção entre os 'socialistas' e os 'comunistas', seria o 'reformismo' dos primeiros e o 'radicalismo revolucionário' dos segundos. Devido ao fato de V. Lenin trocar o social-democrata do nome da ala 'bolchevique' (maioria) do Partido, quando passou a ser Partido Comunista da União Soviética. Esta diferença - percebida no Manifesto - ressalta a descrença de Marx, Engels e Lenin numa mudança gradual do capitalismo para o socialismo. "A revolução comunista é a ruptura mais radical com as relações tradicionais de propriedade; não é de espantar que no curso de seu desenvolvimento ela rompa da maneira mais radical com as idéias tradicionais." (Die kommunistische Revolution ist das radikalste Brechen mit den überlieferten Eigentumsverhältnissen; kein Wunder, dass in ihrem Entwicklungsgange am radikalsten mit den überlieferten Ideen gebrochen wird.", Marx e Engels)

 

Marx e Engels (e também Lenin e Trotski) consideravam o Socialismo apenas como uma fase até o esperado Comunismo. Seria uma mera etapa onde o proletariado promoveria a 'estatização' das empresas e bancos, além de expropriar as propriedades burguesas - seria a 'ditadura do proletariado'. Temida pelas oligarquias se realizou em parte na Rússia (e depois União Soviética) até que sobreveio a 'ditadura SOBRE o proletariado', o chamado Estalinismo, onde a burocracia passou a ser a 'nova classe dominante'. A fase iniciada pelos proletários nem chegou a ser 'socialismo'. Nem haviam mais 'sovietes' (comitês) depois da Revolução. Além do que a NEP (Nova Política Econômica) incentivou a propriedade particular visando reverter o pesadelo do "comunismo de guerra". Estudos comprovam que o modo de produção dito 'soviético' não passou de um "Capitalismo de Estado".

 

(nota: "Capitalismo de Estado" não é terminologia do agrado de Trotsky, que insistia em que os burocratas não tinha a posse dos meios-de-produção, apenas administravam a produção. Somente podiam manter os privilégios, uma vez que não tinham 'direito de herança', nenhuma 'propriedade' a transmitir aos filhos - como fazem os capitalistas burgueses. A URSS vivia um 'regime de transição', nem capitalismo nem socialismo, mas um 'burocratismo', uma 'ditadura da burocracia', digamos)

 

 

 (continua)

 

out/nov/08

 

por

Leonardo de Magalhaens

 

 



Escrito por leonardo de magalhaens às 20h06
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