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Blog de leomagalhaens
 


Capitalismo é frankenstein desde 1929

SOCIALISMO OU BARBARIE

 

P3

 

 

 

Capitalismo é um remendão 'frankestein' desde 1929

 

Desde a crise de super-produção de 1929, o capitalismo tem sido salvo por uma série de 'medidas' que lembram um paciente terminal numa UTI (tratamento intensivo), sendo volta e meia salvo por intervenções do Estado, sempre 'socializando' as perdas e resguardando os interesses dos patrões, sempre dizendo-se em defesa da 'classe trabalhadora', uma vez que mantêm os postos de trabalho, pois caso contrário o desemprego aumentaria, formando batalhões e batalhões no 'exército de excedente de mão-de-obra'.

 

Seguindo as instruções paliativas de J. Maynard Keynes, o Estado de Bem-Estar Social (Welfare State) veio aliviar as incongruências do capitalismo selvagem. Através de uma rede de assistência social (bem paternalista) manteve os desempregados apaziguados pelos seguros-desemprego, e nutriu as esperanças dos trabalhadores com a promessa de uma Previdência Social, onde acumularia um percentual dos salários para serem devolvidos no momento das aposentadorias (que dependem da Expectativa de Vida de cada Nação)

 

Paternal e artificial o sistema de seguridade social não pode alimentar (ou retro-alimentar) as baixas (contrações) dos ciclos ciclotímicos (as ondas de Kondratieff) porque quando há uma quebra (crise) o próprio Estado é atingido (pela queda de arrecadação) e não pode manter a qualidade de vida dos que não estão "economicamente ativos".

 

O 'mercado financeiro' é incompatível com o Socialismo

 

Já não bastasse o mercado de commodities (as mercadorias), desde o crepúsculo do século 19 temos o chamado 'mercado financeiro' onde o capital faz mais capital, sem passar pela esfera produtiva, onde gera empregos e salários.

 

O capitalista não se preocupa nem em explorar uns proletários, ao abrir uma empresa. O dono do capital pode pura e simplesmente aplicar nas Bolsas de Valores, nos derivativos, nos sistemas de créditos, nos debêntures, nos juros sobre juros, e não se preocupar em produzir. Acumulação fabulística e irreal do Capital - dinheiro que somente existem em dígitos em monitores de Bolsas de Valores e Caixas de Banco. Quando a 'bolha especulativa' estoura - devido a exploração imobiliária ou falência dos sistemas de créditos, uma vez que banco X deve ao banco Y que deve ao banco Z - quem paga a conta é sempre o sistema produtivo. E como os patrões não reduzem seus lucros - quem sofre FINALMENTE é o proletariado - com corte de reajustes salariais.

 

As medidas necessárias ao Socialismo passam pela estância única do SISTEMA PRODUTIVO, onde o dinheiro é investido em Produção, e esta produção gera dinheiro - que é coletivamente divido pelos Comitês. Assim, obviamente, nada de juros sobre juros, nada de aplicação em derivativos e assemelhados, nada desse jogo de 'ganha-tudo-perde-tudo' das Bolsas de Valores. O aumento do Capital somente será possível através do processo produtivo - e a garantir o bem-estar de todos os cidadãos. O aumento conseguido através da eficiência produtiva - produzir mais com menos tempo e menos energia - e não devido ao processo exploratório da Mais-Valia. (Como demonstrado em "O Capital", de Marx)

 

O crédito somente será permitido para a esfera produtiva - coordenada pelo Estado (enquanto União dos Comitês) - como lemos no Manifesto, "Centralização do crédito nas mãos do Estado, por meio de um banco nacional com capital do Estado e monopólio exclusivo" ("Zentralisation des kredits in den Händen des Staats durch eine Natiknalbank mit Staatskapital und ausschliesslichen Monopol.", Marx)

 

A financeirização do Capitalismo é a própria derrocada de tal sistema exploratório que somente visa o lucro. O dono do capital nem precisa produzir - ele deixa o dinheiro se multiplicando nos bancos, não precisa materializar o dinheiro em moeda corrente e mercadorias, e empregos. O Capitalismo sem regulação torna-se um imenso cassino.

 

Abaixo a mentira de que o Capitalismo é o único sistema econômico possível. Ou o menos pior dos sistemas políticos - e o mais 'natural' já que o ser humano é mesmo desigual e egoísta. Mas o ser humano não se elevou acima da 'natureza' e não construiu a 'civilização'?

 

 

(continua)

 

out/nov/08

 

por

Leonardo de Magalhaens

 

http://leonardomagalhaens.zip.net

http://leoliteratura.zip.net

 

 



Escrito por leonardo de magalhaens às 18h56
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