Desigualdade Social é causa e fruto do capitalismo
"A distribuição de renda no Brasil é a pior do mundo, em que os 10% mais ricos ganham 28 vezes a renda dos 40% mais pobres. Este é um dos dados publicados em uma pesquisa que será lançada em livro, chamada “Desigualdade e Pobreza no Brasil”, do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), que levou em consideração indicadores do Banco Mundial (Bird), Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), IBGE e da ONU.
Outros elementos do estudo do IPEA indicam que os 10% mais ricos da população brasileira se apropriam de cerca de 50% da renda total do país, e os 50% mais pobres detêm apenas 10% da renda do país. Outros países mais pobres não têm uma desigualdade estrutural tão grande como o Brasil. Pelos dados da pesquisa do IPEA, esta situação não sofre mudanças há exatamente 25 anos e parece que existe um conformismo dentro da sociedade brasileira de continuar esta desigualdade."
(fonte: http://www.inverta.info/jornal/arquivo/edicao-285/economia/brasil-e-o-maior-em-desigualdade-social)
A educação é desigual - o que desmente a falácia do 'oportunidades iguais para todos'. Os números alunos de classe média e brancos nas salas de aulas das faculdades mostram essa realidade. Os filhos de proletários, e muitos negros e pardos, não conseguem nem concluir o ensino médio, e quando podem concluir, o ensino é de qualidade tão suspeita que nem permitem o acesso às faculdades, via o sistema excludente dos vestibulares.
A educação é o segundo fator para a desigualdade entre ricos e pobres no Brasil - perde apenas para o acesso à cultura. A conclusão é do estudo Gasto e Consumo das Famílias Brasileiras Contemporâneas, divulgado nesta semana pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
O trabalho aponta que as famílias mais ricas gastam 30% a mais que as mais pobres e que quanto maior a renda per capita e o nível de escolaridade dos chefes de família, maior a parcela das despesas com educação.
Enquanto no biênio 1987/88 as despesas das famílias mais ricas brasileiras eram 11,9 vezes superiores às das mais pobres, em 2002/03 essa diferença cresceu para 24,5 vezes, sobretudo pelo aumento com gastos nos cursos regulares - de 13,9 para 44,5 vezes. Em 2002/03, os itens que apontam maior desigualdade de despesas entre as classes sociais brasileiras são os cursos de pós-graduação e os de idiomas, seguidos pelos de ensino superior e médio.
(Fonte: http://noticias.terra.com.br/educacao/interna/0,,OI1708139-EI8266,00.html)
O aumento da exclusão social é evidente como podemos acompanhar em notícias nos meios de comunicação de maior seriedade (independentes das vozes partidárias e governamentais) , o que desmente a ideologia do capitalista de que insiste em que o sistema de capital livre e mercado livre pode trazer a 'justiça' social' com a renda distribuída entre os competentes. O que esquecem de dizer (e não podem dizer) é que poucos participam desse 'jogo-de-azar' que chamam de "oportunidades iguais para todos", o que seria hilário se não fosse trágico. Alguns são cercados de todo um mundo de consumo, e outros de toda uma prisão de carências.
"Renda e dinheiro têm seu papel num mundo onde são um meio para as relações de troca. Mas, como Sen argumentou, não é renda que garantirá dignidade. Em muitas situações de discriminação, certos grupos são impossibilitados de converter renda - mesmo tendo-a suficiente -, e lhes é negado o acesso a garantias mínimas por causa de idade, gênero, cor, etnicidade, classe social ou religião. Ao focalizarmos esse ponto, trazemos para a discussão da pobreza a questão da exclusão.
A ótica da exclusão foca atenção nos aspectos da vida diária, nas ruas, lojas, organizações e instituições, que servem como barreiras e obstáculos, às vezes culturais, sociais, econômicos e estruturais, nos procedimentos organizativos e administrativos. Também chama a atenção para as ações importantes da inclusão, do apoio às pessoas e aos grupos, para aumentar seu poder de interferir e mudar a situação existente. Ambos estão interligados, ora apontando para as possibilidades, ora para as restrições. Como destacou o célebre ativista americano Saul Alinsky sobre os Estados Unidos, em 1965: "Pobreza significa não apenas falta de dinheiro, mas falta de poder. Um negro economicamente estável no Mississippi é pobre. Quando se vive em uma sociedade onde pobreza e poder impedem de usufruir de igualdade de proteção, igualdade de justiça nos tribunais e igualdade de participação na vida econômica e social de sua sociedade, você é pobre"."
(Fonte: http://www.universia.com.br/materia/materia.jsp?id=3847)
E mais absurdo é quem queria legitimar a Exclusão. Vejam um bolg de um 'capitalista' tentam justificar a calamidade do Capital - e colocando a culpa na ação estatal (!) (o que mostra o quanto o Neo-liberalismo não passa de mais uma quimera ideológica no mercado das esperanças....)
"Em primeiro lugar, exclusão não é conseqüência natural do Capitalismo. Hoje em dia com certeza há muito que se poderia chamar de exclusão. Mas não vivemos em uma sociedade Capitalista. Vivemos em uma sociedade mista – e no Brasil há muito mais intervencionismo governamental na mistura do que liberdade.
Se meramente apontar a miséria atual não é evidência de que o Capitalismo leva à “exclusão social”, é preciso que o anti-capitalista explique exatamente como ela supostamente ocorre. Vamos agora derrubar as explicações populares.
O sagrado direito de excluir
No Capitalismo cada um tem a liberdade de fazer o que quiser com seu tempo e sua propriedade. Isto inclui se recusar a trabalhar para, contratar, comprar de, vender para ou ter qualquer relacionamento que seja com quem quer que seja. A liberdade é o direito de agir, ou de não agir. É o direito de excluir, se assim desejar."
(Fonte: http://www.ocapitalista.com/2007/12/capitalismo-e-excluso-social.html)
O mercado precisa de mão-de-obra barata e farta para que possa pagar o mínimo pela subsistência do trabalhador, que nada tem para negociar além de sua força-de-trabalho. movido pela necessidade, o trabalhador aceita as condições e remunerações do Mercado e se sacrifica enquanto ser humano autônomo.
E quanto mais proletários, maior a disputa pelos postos de emprego, e maior pressão dos patrões, insistindo em baixos salários - e ameaças aos trabalhadores, caso não aceitem, serão demitidos, e não vai faltar quem ocupe o lugar deles. Assim, a pressão econômica fragiliza toda iniciativa proletária - onde se tornam reféns das flutuações econômicas e caprichos do Mercado, sempre esquizofrênico em expansões-e-retrações cíclicas (vejas os estudos dos ciclos de Kondratieff em http://www.cibergeo.org/dgeo/geoecon/ciclos.htm )
continua...
Leonardo de Magalhaens