Introdução
Sabemos hoje que o Capitalismo é um sistema econômico e social inerentemente exploratório, onde uns poucos possuem os meios-de-produção e os muitos outros somente possuem a força-de-trabalho.
O Capitalismo e a Democracia Liberal tem se enlaçado em movimentos contraditórios, onde a produção leva ao lucro de uma minoria, enquanto a maioria acredita que com seu voto está exercendo um Poder Democrático.
As Forças Armadas e a Mídia nas mãos das elites econômicas asseguram a continuidade de um sistema deficiente e excludente que vem sendo 'remendado' desde a crise de 1929, quando devia ter sido sepultado.
Mas os interesses das oligarquias aplicou a regulação e a planificação para aliviar as contradições de um Mercado que se proclamava auto-regulado e distribuidor de prosperidade, como 'profetizava' o liberal Adam Smith, com seu equilíbrio econômico graças ao 'mão invisível' do Mercado.
Em verdade, o Mercado suga valores e concentra as riquezas nas mãos de poucos, onde os maiores logo engolem os menores (as chamadas 'fusões' que levam aos monopólios), controlando a produção e os preços, diminuindo a circulação monetária, limitando o Mercado Consumidor - a ponto de haver produção e não um consumo proporcional - a crise de Superprodução.
"Nas crises comerciais é destruída regularmente uma grande parte não só dos produtos fabricados, como também das forças produtivas já criadas. Nessas crises, irrompe uma epidemia social que em épocas precedentes teria parecido um absurdo - a epidemia da superprodução" ("eine gesellschafliche Epidemie aus, welche allen früheren Epochen als ein Widersinn erschienen wäre - die Epidemie der Überproduktion.") Manifesto Comunista, Marx & Engels, p. 23)
Não bastando isso tudo, o capital gira e produz mais capital sem passar pela esfera produtiva, onde deve gerar empregos e salários, mas 'existindo' apenas nos rodízios das Bolsas de Valores, nos juros sobre juros nos investimentos financeiros de derivativos a curto e longo prazo, num inflar de números, num ciclo de expansão de créditos e debêntures - até que a 'bolha especulativa' exploda!
(para entender o 'economês' veja info em http://www.unb.br/face/eco/inteco/paginas/dicionarioa.html)
(continua...)
Leonardo de Magalhaens