Meu perfil
BRASIL, Sudeste, BELO HORIZONTE, CARLOS PRATES, Homem, de 26 a 35 anos, Portuguese, English, Livros, Música



Arquivos

Votação
 Dê uma nota para meu blog

Outros links
 UOL - O melhor conteúdo
 BOL - E-mail grátis




Blog de leomagalhaens
 


O IMPERIALISMO IANQUE...


O IMPERIALISMO IANQUE ESTÁ COLHENDO O QUE PLANTOU?

O que ganham os Estados Unidos com sua expansão global pós-Segunda Guerra? Um cordial boa-vindas? O que deve esperar
o mundo de uma super-potência? Uma espécie de polícia mundial para livrar os fracos e oprimidos das garras dos ditadores
e mercenários em potencial? Quem se arriscaria a ser 'inimigo' da super-potência? Afinal, toda potência cria resistências potenciais a cada ação!

A expansão ianque iniciou-se logo após resolver os 'problemas domésticos', com a sangrenta Civil War (Guerra Civil), que jogou o Norte contra o Sul, a livre-empresa contra os latifúndios, criando um país finalmente unido, a partir da hegemonia do Norte finalmente vencedor. (Assim como a Itália foi unificada a partir do reino do norte, o Piemonte-Savóia, e a Alemanha unida sob a hegemonia da Prússia) Defendendo uma política de auto-determinação para si mesmos, e intervenção na terra de outros, os EUA não hesitaram em expandir domínios em terras mexicanas, em pequenos países na América Central,
em ilhas do Caribe, até estender-se para o Pacífico, em protetorado sobre as Filipinas (antes espanhola).

Claro que mantendo um neutralismo diante das loucuras européias. Assim encarou a 'guerra civil européia' unindo Grã-Bretanha/ França/Rússia contra Alemanha e Austria-Hungria, que se iniciou em 1914. Mas logo os EUA se viram envolvidos ao sofrerem os ataques dos submarinos nas águas do Atlântico, e no exato ano em que os russos saíram (devido a turbulência
interna causada pela Revolução, primeiro burguesa, e depois comunista), o que bloqueou por completo a expansão dos Impérios Centrais e garantiu a vitória dos Ocidentais.

Contudo, o Presidente Wilson não foi ouvido quando apelou para uma paz definitiva, que evitasse outras guerras de revanche. Sua proposta de uma Liga das Nações demonstra o interesse que os EUA demonstravam por uma 'política internacional'. Mas o Tratado de Versalhes, que caiu como uma mão pesada, uma humilhação irresponsável contra a Alemanha, um país orgulhoso que nunca aceitaria um fardo assim. Resultado: mais revanchismo: nazismo.

Ninguém levava o Nazismo à sério. Loucuras de um povo derrotado. Pois bem, resultado: uma guerra de agressão que se estendeu por toda a Europa. E o EUA surgindo como o "arsenal das democracias" . Não que quisesse pegar em armas, mas vender as armas não tinha problema algum. Hitler não pensava o mesmo e mandou torpedos em toda embarcação mercante que navegava no Atlântico. Novamente a crise da Grande Guerra. Outro embate EUA versus Alemanha.

Mas foi devido a insensatez nipônica em Pearl Harbor que os EUA embarcaram literalmente na Segunda Guerra Mundial, que definiu os dois lados da balança: o Eixo agressor contra a hegemonia dos Anglo-americanos (pois os outros povos, com exceção dos russos e chineses, não tinham condição de se opor ), quando os EUA se sentiram 'destinados' a liberarem (novamente!) a Europa agora arrasada, enquanto os russos destruíam a 'espinha dorsal' da forças armadas alemãs. Depois de cinco anos de aventuras e heroísmo o Império Britânico se desmembrou e os Estados Unidos surgiu como um 'fiel substituto', agora a 'polícia do mundo'.Mas a China liberta dos nipônicos viu-se em guerra civil, com os nacionalistas batidos pelos comunistas, e a URSS arrasada não hesitou em ocupar os países do Leste europeu, deixando ali uma série de governos-saté lites de Moscou. Pronto: cenário perfeito para a Guerra Fria. Ou seja, "os EUA libertam a Europa e a Rússia escraviza". Propaganda melhor não há. Temos novamente um inimigo em potencial. (Nem precisava averiguar se o Stalinismo era
realmente 'comunismo')

Definição de "guerra fria"? Nada mais que um conflito de hegemonias: o Império Americano versus o Império Russo. Uma 'cortina de ferro' agora separa os Aliados de ontem. E os EUA não aceitariam governos pró-russos na Ásia (vide Coréia e Viet-Nam) e muito menos na América (vide Nicarágua, Cuba, Chile, Brasil...), e os russos (já brigados com os chineses...) não aceitariam intervenções na Ásia e muito menos na Europa do Leste. Um impasse realmente. Tão grande que nunca gerou uma guerra direta entre as duas potências - apenas nas periferias.

Assim, sendo a 'luta contra o comunismo' apenas um verniz, não é de se espantar que a defensora-mor das Democracias venha a apoiar golpes e ditaduras mundo afora. O vergonhoso apoio aos reacionários no Chile, apoio aos militares no Cone Sul, os armamentos para os judeus nos conflitos na Palestina, para o duelo Iran versus Iraque, as bazucas para os fundamentalistas no Afganistan (a História é mesmo irônica...), o que vem a 'desmascarar' as verdadeiras ambições do novo Império.

Pois todo Império que se preze tem seus potenciais inimigos. E se o 'comunismo' foi implodido (os russos não suportaram a 'corrida armamentista' ) onde encontrar outro adversário para congregar corações e mentes? O fundamentalismo islâmico vem mesmo a 'quebrar um galho'. Por que não? Já que os árabes estão sentados sobre barris de petróleo! Mesmo que os EUA tenham que agora assumir que 'armaram' os inimigos de agora (Iraque, Afganistan, etc) e mandarem seus 'tough boys' morrerem com as balas que os ianques mesmo venderam!

Se a maior democracia do mundo apoia as ditaduras mais fascistas não é de se estranhar se agora digam que "quem não está conosco, está contra nós", como se fosse obrigação das nações ditas 'autônomas' referendar o Império 'Grande Irmão' contra a ameaça do terrorismo. Não que não exista terrorismo. Existe e não tem piedade. Apenas que agora diante da ameaça do terrorismo tudo o mais se legitima! Uma série de leis ditas 'patrióticas' que deixariam Hitler com inveja! Tudo em nome da defesa da democracia.

Daí se indagar se o ataque ao World Trade Center não seria um Pearl Harbor revisited, ou um novo 'incêndio do Reichstag'. Ou seja, o governo republicano sabia e nada fez para impedir. Ao contrário, deixou acontecer para então JUSTIFICAR suas guerras de conquistas, como a solene missão de 'expandir as democracias' . (Ora bolas! Se Hitler invadia os países e dizia estar 'libertando' os mesmos da doença democrática!)

E os Democratas? Num mundo de impérios não há lugar para democracias, e sim interesses imperialistas, preocupados com matérias-primas, petróleo, minerais, mercados consumidores, enfim, tudo o que possa manter suas sociedades produtoras num conforto e conformidade que subitamente pode explodir como uma bolinha de sabão (ou numa bolha especulativa) .

04set08

Por
Leonardo de Magalhaens





Escrito por leonardo de magalhaens às 18h01
[] [envie esta mensagem
] []



 
  [ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]